Institucional

Golpe de portabilidade salarial: o que é e como evitar


Criminosos estão utilizando documentos falsos, com dados dos correntistas, para criar vínculos forjados junto a outros bancos — em geral, os digitais.

Fraudadores usam os documentos da vítima para criar uma nova conta em outro banco e pedir a transferência de salário. Entenda o como funciona o golpe de portabilidade salarial e veja como se proteger

O que é o golpe de portabilidade salarial?

Imagine a seguinte situação: o fim do mês chegou e você está pronto para receber seu salário. Você abre a conta do banco onde recebe e percebe que o dinheiro não caiu ainda. Até aí tudo bem, ainda está cedo, pode ter atrasado. Passam horas, talvez dias, e nada. Todos os seus colegas já receberam menos você. Tem algo de estranho.

Você vai até o RH e descobre que o salário foi, sim, depositado em uma conta bancária no seu nome, mas não a que você está acostumado a usar. Na realidade, é uma conta que você nunca ouviu falar, em um banco no qual você sequer tinha um relacionamento. Geralmente é aí que a ficha cai: foi o golpe de portabilidade salarial!

Esse cenário assustador aconteceu de verdade com muitos brasileiros e trata-se de estelionato. O golpe se enquadra como estelionato, segundo o Código Penal, o conhecido art.171, quando o criminoso obtém vantagem ilícita para si ou outrem, induzindo alguém a erro mediante meio fraudulento.

No mês de maio de 2022, segundo números do Instituto de Segurança Pública do Estado (ISP), a cada seis registros de ocorrência feitos, pelo menos um era referente a um golpe. É como se a cada quatro minutos os fraudadores fizessem uma nova vítima.

Como é feito o golpe?

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Os fraudadores usam documentos falsos com informações da vítima para abrir uma conta em outro banco, sem que ela desconfie.

Uma vez que a conta nova é criada, eles entram em contato com a instituição para pedir a portabilidade de salário, um processo que geralmente é feito no próprio aplicativo. Desde 2018, não é mais necessário ir ao banco onde a empresa deposita o pagamento para fazer esse tipo de mudança.

Os mais atingidos são os servidores públicos por terem salários altos e porque é mais fácil encontrar informações sobre esses profissionais na internet. Mas, eles não são os únicos.

Mas, qualquer pessoa está suscetível a um golpe que muitas vezes acontece de forma silenciosa. As vítimas só percebem no momento do pagamento, justamente porque ele nunca acontece.

Como se proteger do golpe da portabilidade

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Proteger suas informações na internet é o primeiro passo para evitar fraudes e crimes que usem seus dados. Aqui vão algumas dicas práticas:

  • Não clique em links suspeitos.

  • Não forneça informações pessoais sem antes se certificar de que a pessoa que está te pedindo é mesmo quem diz ser.

  • É comum receber mensagens de texto, via SMS ou WhatsApp, informando ser de determinado banco ou operadora de celular, informando que você tem alguma dívida pendente e precisa enviar determinados dados para que possa solucionar essa questão.

  • Os criminosos muitas vezes se passam por algum amigo ou parente, para tentar passar mais credibilidade e confiança.

  • Desconfie de mensagens inesperadas que te peçam para confirmar informações pessoais por telefone ou mensagem de texto.

  • Use o site Registrato do próprio Banco Central para monitorar as movimentações bancárias que são feitas em seu nome.

Através do Registrato você pode consultar empréstimos, bancos onde você tem conta aberta, chaves Pix e outras operações financeiras. O login é feito com uma conta gov.br ou fazendo um cadastro rápido no próprio site.

Quem fica responsável pelo prejuízo?

Segundo a Lei, quem deve ser responsabilizado e arcar com o prejuízo sofrido pelo indivíduo que teve seu salário roubado são os dois bancos, tanto o que autorizou a criação da nova conta bancária sem a real comprovação de consentimento do proprietário do CPF, quanto o que permitiu a portabilidade.

É dever de uma instituição financeira prezar pela segurança do dinheiro de seus clientes e para isso, aprimorar a qualidade das etapas de autenticações de dois fatores e maneiras que possam confirmar a real identidade de quem está fazendo as movimentações no aplicativo.

Ao ser vítima desse crime, o indivíduo deve fazer uma reclamação junto ao banco, cancelando a portabilidade e realizar um boletim de ocorrência, para que a investigação possa começar a ser feita.

Já é conhecido de muitos que a venda de listas de dados pessoais não é teoria da conspiração como muitos insistem em dizer. Esses documentos existem e são comercializados a preços altíssimos.

O golpe da portabilidade de salário, que é destrutivo para a vítima, é extremamente vantajoso para os criminosos, visto que infelizmente, por falha dos bancos, deixa poucos rastros. Por isso, o Banco Central desenvolveu o Registrato, onde é possível acompanhar com segurança todas as movimentações financeiras que ocorrem em seu nome.

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