Veja como organizar as finanças de agosto a dezembro, priorizar contas, negociar dívidas e chegar ao fim do ano com mais tranquilidade.
Como organizar as finanças em agosto: plano de 5 meses para chegar ao fim do ano com as contas em dia
Publicado em: 07/08/2026

Como organizar as finanças em agosto: plano de 5 meses para chegar ao fim do ano com as contas em dia
O ano já passou da metade, algumas metas financeiras podem ter ficado para trás e as despesas de dezembro e janeiro começam a se aproximar. Mas isso não significa que seja tarde demais para reorganizar a vida financeira.
Entender como organizar as finanças em agosto permite aproveitar os próximos cinco meses para conhecer melhor o orçamento, reduzir gastos, priorizar contas atrasadas e evitar novas dívidas no fim do ano.
Essa organização é especialmente importante em um período no qual muitas famílias brasileiras enfrentam dificuldades para manter os pagamentos em dia. Segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas da Serasa, mais de 80 milhões de consumidores estavam negativados no primeiro semestre de 2026.
A boa notícia é que você não precisa resolver tudo de uma vez. O mais importante é conhecer sua situação, definir prioridades e assumir apenas compromissos que realmente possam ser pagos.
A seguir, veja um plano possível para organizar as finanças de agosto a dezembro.
Por que agosto é um bom mês para organizar as finanças?
Agosto pode ser um ponto de recomeço porque ainda existem alguns meses para fazer ajustes antes das compras de Natal, confraternizações, impostos, material escolar e outras despesas comuns do início do próximo ano.
Nesse período, o orçamento também pode estar sentindo os efeitos das férias de julho, da volta às aulas, das compras parceladas e de contas que foram adiadas durante o primeiro semestre.
Começar agora permite tomar decisões com menos pressão. Em vez de esperar dezembro para tentar pagar dívidas, comprar presentes e separar dinheiro para janeiro ao mesmo tempo, você pode dividir esse esforço em etapas menores.
De acordo com materiais de educação financeira do Banco Central, o orçamento ajuda a conhecer a realidade financeira, definir prioridades, entender hábitos de consumo e se preparar para imprevistos.
Para montá-lo, o primeiro passo é registrar tudo o que entra e sai da sua conta.
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Como organizar as finanças antes de tentar pagar tudo?
Antes de cortar despesas ou aceitar uma proposta de negociação, você precisa entender para onde seu dinheiro está indo.
Comece anotando toda a renda que entra na casa, incluindo:
Salário;
Benefícios;
Comissões;
Pensão;
Trabalhos extras;
Outras fontes de renda.
Em seguida, registre os gastos dos últimos 30 dias. Separe as despesas em quatro grupos:
Gastos essenciais: aluguel, alimentação, água, energia, transporte e medicamentos.
Contas do mês: despesas que ainda estão dentro do prazo de pagamento.
Parcelas em andamento: compras parceladas, financiamentos e empréstimos pagos em dia.
Contas e dívidas atrasadas: valores que já passaram do vencimento.
Essa separação é importante porque ter uma dívida não significa necessariamente estar inadimplente.
Uma pessoa que fez uma compra parcelada e paga todas as prestações dentro do prazo possui uma dívida, mas não está inadimplente. A inadimplência ocorre quando uma obrigação não é paga até o vencimento. Já a negativação acontece quando a dívida é registrada em um cadastro de inadimplentes.
Depois de listar tudo, subtraia os gastos essenciais e as parcelas já assumidas da renda líquida da família. O valor restante mostrará quanto pode ser usado para despesas variáveis, imprevistos e negociação de pendências.
Caso nada sobre, o primeiro objetivo deve ser ajustar o orçamento. Fechar vários acordos sem ter dinheiro disponível pode criar novas parcelas atrasadas.
Plano de cinco meses para colocar as contas em dia
Agosto: entenda sua situação financeira
O objetivo de agosto é fazer um diagnóstico completo.
Durante o mês:
Anote toda a renda da família.
Registre as despesas fixas e variáveis.
Identifique as contas que estão atrasadas.
Consulte se existem pendências ou ofertas de negociação disponíveis para seu CPF.
Confira os valores, os nomes dos credores e as datas de vencimento.
Calcule quanto pode ser destinado ao pagamento das dívidas.
Imagine uma família com renda líquida mensal de R\( 3.500. Os gastos essenciais somam R\) 2.600 e as parcelas já assumidas representam R\( 450. Nesse caso, restariam R\) 450.
Isso não significa que todo esse valor deva ser usado em um novo acordo. É importante reservar uma parte para despesas que variam durante o mês e para pequenos imprevistos.
Se a família separar R\( 200 como margem de segurança, poderá considerar até R\) 250 para negociar alguma pendência.
Comece por aqui
Ao fazer o levantamento das dívidas, você pode consultar seu CPF na QueroQuitar para verificar se alguma empresa credora parceira disponibilizou uma oferta de negociação.
Você não precisa fechar um acordo imediatamente. Primeiro, conheça os valores e compare as condições com o que realmente cabe no seu orçamento.
Botão sugerido: Consultar minhas dívidas
Setembro: ajuste os gastos sem ignorar o essencial
Depois de entender a situação, setembro pode ser usado para reduzir desperdícios e abrir espaço no orçamento.
Revise assinaturas, planos de telefone, serviços recorrentes e gastos pequenos que se repetem durante o mês. Compare preços, tente renegociar contratos e estabeleça um limite semanal para as despesas variáveis.
Evite, porém, fazer cortes que prejudiquem alimentação, saúde, moradia ou o transporte necessário para trabalhar.
Organização financeira não significa eliminar tudo o que traz conforto ou bem-estar. Significa fazer escolhas mais conscientes de acordo com o dinheiro disponível.
Caso os cortes não sejam suficientes, avalie alternativas realistas de renda extra, como:
Vender produtos que não são mais utilizados;
Prestar pequenos serviços;
Fazer trabalhos temporários;
Usar alguma habilidade para complementar a renda.
Não considere uma renda futura e incerta como garantia para assumir uma parcela. Primeiro, receba o dinheiro. Depois, decida como utilizá-lo.
Outubro: priorize e negocie as dívidas
Em outubro, use o espaço conquistado no orçamento para decidir quais pendências precisam ser tratadas primeiro.
Dê atenção inicial a:
Contas relacionadas a serviços essenciais;
Dívidas que possam colocar um bem importante em risco;
Modalidades com juros elevados;
Pendências que estejam negativando o CPF;
Dívidas que tenham condições de negociação compatíveis com sua renda.
Nem sempre será possível pagar todos os credores ao mesmo tempo. Tentar resolver tudo de uma vez pode resultar em vários acordos que não serão cumpridos.
Antes de aceitar uma proposta, confira:
O valor original da dívida;
O valor total após a negociação;
A quantidade e o valor das parcelas;
As datas de vencimento;
A forma de pagamento;
O que acontece em caso de atraso;
Se o canal de negociação é oficial;
Se a parcela cabe no orçamento junto com as despesas essenciais.
O maior desconto nem sempre representa a melhor escolha. Uma oferta à vista pode parecer vantajosa, mas não será adequada se deixar a família sem dinheiro para alimentação, aluguel ou medicamentos.
Da mesma forma, uma parcela muito pequena pode parecer confortável, mas é importante verificar o valor total e a quantidade de meses do acordo.
Já sabe quanto pode pagar por mês?
Acesse a QueroQuitar, consulte se existem condições disponibilizadas pelas empresas credoras parceiras e avalie apenas as propostas que possam ser mantidas até o fim.
Botão sugerido: Ver ofertas disponíveis
Novembro: proteja o orçamento das compras por impulso
Novembro costuma ser marcado por promoções e pela Black Friday. Por isso, o desafio desse mês é evitar que uma compra aparentemente vantajosa prejudique todo o planejamento construído desde agosto.
Antes de comprar, pergunte:
Eu realmente preciso desse produto?
O preço está menor ou apenas parece estar?
Comparei o valor em outras lojas?
Essa parcela continuará cabendo no orçamento?
A compra prejudicará alguma conta ou acordo?
Estou comprando porque preciso ou porque existe uma promoção?
Evite usar o limite do cartão de crédito como se fosse uma extensão da renda. O limite é um valor emprestado pela instituição financeira e precisará ser pago depois.
Na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, realizada pela Confederação Nacional do Comércio, o cartão de crédito continua aparecendo como uma das principais modalidades de dívida entre as famílias brasileiras.
Também é importante começar a reservar algum dinheiro para dezembro e janeiro, mesmo que o valor seja pequeno. Isso pode reduzir a necessidade de recorrer ao cartão, ao cheque especial ou a um empréstimo quando as despesas sazonais chegarem.
Dezembro: use o dinheiro extra com estratégia
Quem recebe décimo terceiro salário ou alguma renda adicional no fim do ano pode utilizar uma parte desse valor para melhorar a vida financeira.
Mas não existe uma única regra que sirva para todas as famílias.
Antes de gastar o dinheiro, considere esta ordem de prioridades:
Despesas essenciais atrasadas;
Dívidas com juros elevados;
Acordos que ofereçam condições sustentáveis;
Gastos inevitáveis de janeiro;
Uma pequena margem para imprevistos;
Presentes, viagens e comemorações que caibam no orçamento.
Não é obrigatório usar todo o décimo terceiro para pagar dívidas.
Se janeiro terá gastos com impostos, matrícula, material escolar, transporte ou medicamentos, parte do dinheiro pode precisar ser preservada.
O objetivo é evitar que a pessoa quite uma pendência em dezembro, fique sem nenhuma reserva e precise fazer uma nova dívida logo no início do ano.
Qual dívida deve ser paga primeiro?
Não existe uma ordem perfeita que sirva para todas as pessoas. A prioridade depende das consequências do atraso, dos juros cobrados e do impacto da dívida na rotina familiar.
Em geral, considere primeiro:
Contas de água, energia, aluguel e outras despesas essenciais;
Dívidas que possam causar a perda de um bem importante;
Cartão de crédito, cheque especial e modalidades com juros elevados;
Pendências que estejam negativando o CPF;
Dívidas que apresentem condições sustentáveis de negociação.
Também confira se você reconhece a dívida e se o valor cobrado está correto.
Não faça pagamentos apenas porque recebeu uma mensagem, ligação ou boleto. Entre diretamente no site, aplicativo ou canal oficial da empresa antes de negociar.
Como saber se uma parcela cabe no orçamento?
Uma parcela cabe no orçamento quando pode ser paga todos os meses sem comprometer as despesas essenciais e sem depender de dinheiro que talvez não entre.
Considere uma pessoa que recebe R\( 2.500 líquidos. Seus gastos essenciais somam R\) 1.850 e as parcelas atuais representam R\( 300. Restam R\) 350.
Assumir um acordo de R$ 350 deixaria essa pessoa sem nenhuma margem para medicamentos, manutenção da casa, aumento no preço dos alimentos ou outros imprevistos.
Uma parcela entre R\( 150 e R\) 200 poderia ser mais segura, dependendo da estabilidade da renda e da realidade familiar.
Ao calcular quanto pode pagar, considere:
Sua renda líquida;
Os gastos essenciais;
As parcelas já existentes;
Uma margem para imprevistos;
A possibilidade de redução temporária da renda.
Não use apenas o mês atual como referência. Pense se a parcela continuará cabendo no orçamento em meses com despesas maiores.
Vale a pena usar o décimo terceiro para quitar dívidas?
Pode valer a pena quando o pagamento reduz juros, elimina uma parcela pesada ou permite aproveitar uma condição vantajosa sem comprometer as despesas essenciais.
Antes de decidir, verifique:
Quais gastos obrigatórios chegarão em janeiro;
Quanto precisa ser reservado para a família;
Qual dívida possui o maior custo;
Se existe desconto para pagamento à vista;
Se o desconto compensa usar o dinheiro naquele momento;
Se será necessário recorrer novamente ao crédito depois.
Usar parte do décimo terceiro para reduzir dívidas pode aliviar o orçamento dos próximos meses. Porém, gastar todo o valor e depois precisar usar novamente o cartão ou o cheque especial pode anular o benefício.
Erros que podem atrapalhar a organização financeira
Algumas decisões podem transformar uma tentativa de organização em um novo problema. Evite:
Aceitar uma parcela acima da sua capacidade;
Tentar resolver todas as dívidas ao mesmo tempo;
Deixar contas essenciais em segundo plano;
Fazer um empréstimo sem comparar juros e tarifas;
Analisar apenas o valor da parcela e ignorar o valor total;
Usar todo o dinheiro e ficar sem margem para imprevistos;
Comprar por impulso antes de estabilizar o orçamento;
Negociar por links, números ou canais desconhecidos;
Fechar um acordo e esquecer os próximos vencimentos.
Trocar uma dívida cara por uma mais barata pode fazer sentido em algumas situações, mas somente depois de comparar os juros, as tarifas e o Custo Efetivo Total, conhecido como CET.
Organizou o orçamento? Veja como começar a negociar
Depois de mapear as dívidas e definir quanto pode pagar, é hora de verificar quais condições de negociação estão disponíveis.
Na QueroQuitar, você pode consultar seu CPF para saber se alguma empresa credora parceira disponibilizou uma oferta para suas pendências.
O processo pode ser resumido em três etapas:
Acesse a QueroQuitar e faça a consulta.
Verifique se existem dívidas e ofertas disponíveis.
Compare os valores, as parcelas e os vencimentos antes de negociar.
As condições dependem de cada credor e de cada débito. Por isso, nem todas as dívidas necessariamente estarão disponíveis, e os valores, descontos e opções de parcelamento podem variar.
Você também não precisa aceitar a primeira proposta que aparecer. Analise a oferta com calma e escolha apenas uma condição que possa ser cumprida.
Perguntas frequentes
Como começar a organizar as finanças estando endividado?
Comece anotando sua renda, os gastos essenciais, as parcelas em andamento e todas as contas atrasadas. Depois, calcule quanto sobra por mês. Não aceite acordos antes de saber qual valor pode ser pago sem prejudicar alimentação, moradia, transporte e saúde.
Qual conta atrasada deve ser paga primeiro?
Priorize contas essenciais, dívidas que possam colocar algum bem importante em risco e modalidades com juros elevados. Depois, avalie as pendências negativadas e as condições de negociação disponíveis. A ordem pode mudar conforme a realidade de cada família.
Ainda dá tempo de organizar as finanças antes do fim do ano?
Sim. Mesmo que não seja possível quitar tudo, os meses de agosto a dezembro podem ser utilizados para mapear as contas, reduzir gastos, negociar algumas pendências e preparar o orçamento para as despesas de janeiro.
Vale a pena usar o décimo terceiro para pagar dívidas?
Pode valer a pena, principalmente para reduzir dívidas com juros elevados ou aproveitar uma condição sustentável. Porém, preserve o dinheiro necessário para despesas essenciais, compromissos de janeiro e imprevistos.
Como saber se uma parcela de acordo cabe no orçamento?
Subtraia da renda líquida todos os gastos essenciais, as parcelas atuais e uma margem para imprevistos. A nova parcela deve caber no valor restante sem depender do cartão de crédito, do cheque especial ou de uma renda incerta.
É melhor pagar uma dívida à vista ou parcelada?
O pagamento à vista pode oferecer um valor total menor, mas só deve ser escolhido quando não comprometer as despesas essenciais. O parcelamento pode ser mais adequado quando as prestações cabem com segurança no orçamento.
Como consultar se existem ofertas para negociar minhas dívidas?
Acesse a QueroQuitar e faça a consulta com seus dados. Caso alguma empresa credora parceira tenha disponibilizado condições para suas pendências, você poderá analisar as ofertas e verificar se elas cabem no seu orçamento.
Ainda dá tempo de chegar ao fim do ano com mais tranquilidade
Agosto pode representar um recomeço para quem deseja aprender como organizar as finanças e chegar ao fim do ano com mais controle sobre as contas.
Você não precisa quitar todas as dívidas até dezembro para perceber uma evolução.
Saber quanto ganha, entender para onde o dinheiro vai, reduzir desperdícios, priorizar pendências e iniciar uma negociação sustentável já são avanços importantes.
Comece conhecendo sua situação e definindo quanto realmente pode pagar. Depois, consulte a QueroQuitar para verificar se existem ofertas disponíveis para suas dívidas e avalie uma negociação compatível com sua realidade financeira.
Continue também acompanhando os conteúdos do blog da QueroQuitar para encontrar mais orientações sobre orçamento, contas atrasadas, negociação de dívidas e educação financeira.
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